segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Realidade - Por Jenfte Alencar
Já faz um certo tempo que pergunto por que temos que viver neste mundo? Por que tudo é igual e todos desiguais? Por que não existem mais amigos, pessoas que sejam humanos, que tenham sentimentos e não essas máquinas que viraram pessoas. O que virou a humanidade? Seres presos em seus próprios mundos, sem desejos de conhecer a realidade e as belezas que o mundo tem? Pessoas sem respostas e muito menos perguntas. Essa é a vida em nosso planeta?! Agora pergunto então de que vale sermos seres racionais? Se tudo o que fazemos é seguir a rotina de um mundo prisioneiro. Se você pudesse vender um sonho qual seria? Quantas vezes num dia, numa semana, num mês, num ano, paramos para perguntar onde cabe nossa vida, aqui e agora? Hoje descobri que tudo é ligado apenas a duas raízes a do Amor e a do Medo. Em que raiz nossa vida se encaixa melhor? Até agora o medo ainda é a raiz principal, mas pouco a pouco ela está secando e quando menos se esperar, ela desaparecerá sem deixar rastros e vestígios. Como faço isso? Seguindo o caminho mais certo de todos, o do coração, só ele tem as respostas que precisamos. Quando o seguimos, nossa alma se torna uma pena, leve e linda.  E se nossa vida fosse como um espelho, sempre refletindo tudo o que fazemos. Por mais simples que seja a ação sempre encontraremos uma resposta seja ela positiva, ou mesmo, negativa. Tem vezes que não conseguimos distinguir as coisas mais simples como, por exemplo, quem nos faz bem? O que estamos vendo? Com que olhos enxergamos, com o da mente ou com o do coração? Quais estamos usando? Vem cá, algum dia você já parou e se perguntou o que é um espelho? Você realmente sabe o que é um espelho? Nem me pergunte, não tenho a mínima ideia do que seja esse pedaço de vidro. Eu também quero saber, mas a todos quem pergunto a resposta é sempre a mesma, o silêncio. Então o espelho é o silêncio? O espelho é um vácuo sem visão? Apenas uma cópia da vida? E a vida é um sonho em construção? Se a vida é um sonho em construção, então o que é a morte? É o fim desse sonho ou o início? E para onde vamos quando morremos? O que sentimos quando passamos da forma física para a forma espiritual? Você crê em reencarnação? Em vidas passadas? O que fazemos quando estamos mortos? São tantas perguntas e sem respostas. E o silêncio é a morte? É a vida, é tudo o que não tem resposta? Como é seu céu? Primeiramente o que é o céu, é um lugar mágico onde se pode ser o que quisermos e como quisermos? Quem constrói seu céu e com o que construímos?  Se hoje fosse seu último dia o que você gostaria de fazer? Onde queria estar? Como seria seu refúgio? Por que não fazemos de nossos dias os últimos e colocamos sempre em primeiro plano a nossa felicidade? Fazendo o que temos vontade, sem deixar que os outros nos controle e nos manipule...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O Ser Sem Nome! – Por Jenfte Alencar

Era uma das melhores sensações. Sempre tirava com ele meu estresse ou mesmo esquecia uma daquelas conversas chatas com os amigos. Já fazia até parte da minha perna, se bem do meu tecido, não, não, do meu corpo. Uma bolinha que ficava ali sem incomodar ninguém. Ninguém, nem mesmo eu. Você acha que eu me incomodava? Eu nunca me incomodei com ele, era um indivíduo que estava ali sempre na mesma posição. Sem se quer se movimentar. Já sabia até a cor minha vida. Coisa que eu nem mesmo sei. Parece que ele era meu subconsciente. Mudo. Mas observador, calado e esperto. Era algumas das qualidades daquela bolinha. Alguns chamavam de pontinho, outros de caroço ou de bolinha, mais ele nem ligava. Dava um gelo completamente a essas pessoas. Se bem que ele nunca se apresentou de verdade ou alguém nunca se apresentou ele. Nem mesmo eu me apresentei! Por isso que não tinha nome certo. Era um verdadeiro sem nome.
Um dia descobri que aquela bolinha não passava de um espinho. Um espinho? Sim, e ainda mais de mandacaru. Aquele cacto do nordeste, que lembra muito o deserto e a seca. Ele já estava ali há anos. Eu nunca imaginei que seria isso. Pra mim era mais uma veia, um caroço, um doença, mas, nunca um espinho. Que coisa mais estranha, anormal. O pior que nem tive tempo de me despedir. Isso foi o mais chato! Deixei ele morar ali por tanto tempo e ele nem disse adeus. E por que ele teve de partir logo agora?
Como isso pôde acontecer? Será que foi o destino? Será que um descuido? Sei lá! Mas, qual dessas hipóteses pode ser verdadeira? E agora o que vai acontecer comigo e com o meu tecido? Qual será meu passa-tempo? Quem vai me ajudar a esquecer aquelas conversas chatas? E agora, o que faço? O que faço?
A única coisa que posso dizer é: O tempo é o ser mais misterioso e complicado que existe. E digo mais: O tempo é sábio em suas decisões.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Perdão!!! – Por Jenfte Alencar

Sei que não sou a melhor pessoa para falar de perdão. Não sou certo e nem sei se sou errado, a única coisa que sou é humano e como humano tenho meus defeitos e minhas qualidades, às vezes acerto em minhas decisões outras vezes erro, mas quem sou eu para falar de certo ou errado, se só faço besteira. Também sei que arrependimento pode não ser a coisa, mas certa, seria mesmo um imbecil se não pedisse ao menos seu perdão.
Perdão! Mil perdões!! Perdoar não é fácil mais pedir perdão é mais difícil ainda. Nunca fiz isso na minha vida. Não sei como ou por onde começar. Que tal pelo o início?! Mas é mais difícil ainda saber onde ou por onde começou.
Perdoar e ser perdoado, palavras de grandes desafios, de tremendas atitudes. Você perdoaria alguém? Quando se machuca um coração tem perdão? Quanto tempo leva para curar as feridas de uma paixão? Tem cura? Quando se ama tem perdão? Perdão! Perdão! Perdão... De compaixão... De amor... De coração!...
Só o que sei é que estou arrependido. Ciente que a partir de agora a confiança não será a mesma, sempre restará uma pontinha de dúvida. O amor já não será o primeiro em vez dele será a insegurança. O que deveria fazer era ter amado mais, ter acreditado mais, ter agido mais, ter chorado mais, devia ter se importado menos com os problemas pequenos... Agora já não tem mais como fazer, tudo se foi e virou apenas mais um passado que talvez não volte mais a ser presente. O tempo se foi e no vácuo silêncio paralisante e nele fiquei.
Com quantas palavras se fere um amor? Apenas uma... E quantas são obrigadas para curá-la? O que tenho que fazer? O que de dizer? Talvez devesse deixar apenas meu coração falar só ele é capaz de mostrar e de dizer o que sinto, mas agora tenho de lutar e reconquistar o que perdi. Dessa vez não deixarei que ninguém invada nosso caminho, que tome minhas decisões... Não posso deixar a fraqueza me dominar, tenho que reagir não importa o que tenho de fazer, mais sem dúvida irei conseguir.