sábado, 29 de novembro de 2008

Hoje - por Jenfte Alencar
Hoje não sei o que está acontecendo comigo. Minha cabeça parecia que ia sair voando. Minha visão estava paralisada. Meus pensamentos desorganizados. Olhava para os ponteiros do relógio, acompanhando lentamente. O vento soprava forte na janela do meu quarto. Não estava mais suportando o calor. Não conseguia nem ao menos escutar meus pensamentos. Meus sentidos pareciam inúteis. Meu coração acelerava em uma velocidade inimaginável. Começava imagina os bons momentos que tive. Os dias de felicidade e alegres. Era como se minha vida estivesse passando na minha frente exatamente naquele minuto. E tudo que havia construído desmoronado de repente em cima de mim. Tudo acabou pra mim. Não tenho mais motivos pra viver e nem há razão pra continuar vivendo. As pessoas se tornaram outras. Eu se tornei outra pessoa. Todos percebiam essa minha atitude repentina. Falavam que tinha mudado de um jeito totalmente irreal. Meus amigos tentavam de todas as maneiras me tirar daquele terrível lugar. Mais não adiantava nada. Ninguém iria me tirar do meu eterno quarto. Onde sempre imaginei que estivesse protegido de todos os perigos que a vida poderia trazer para mim. Mesmo assim as opiniões dessas pessoas não significavam nada. Não estava mais conseguindo viver a minha própria vida. Era como se estivesse outra pessoa vivendo a minha vida. Mais um dia nesse sofrimento e posso se torna um louco. Isso é! Se já não estou. O que preciso descobrir agora é por que estou passando por tudo isso? O que fiz para merecer esse destino tão cruel. Hoje me pergunto: será que um dia vou conseguir sair desta prisão? Sei que tudo vai depender de mim e preciso fazer muito esforço para que possa sair daqui e retomar a minha nova vida. Nesse momento não posso fraqueja de nenhuma maneira, sei que tudo está ficando diferente. Meus amigos parecem que esqueceram totalmente. Minha família não dava mais nem as caras. Ninguém queria saber como estava? O que estava sentindo? O que precisa naquele momento? Agora era como se eu fosse uma pedra no caminho das pessoas. Onde todos que passam tropeçam nessa mal dita e infeliz pedra.

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